Ser Coach

Por Prof. Dr. Robson Santos – Coach e Terapeuta

O termo “Coach”, infelizmente, atravessa o momento com alto grau de banalização, sendo muitas vezes deturpado por apresentadores de televisão, humoristas, entre outros que usam o termo para depreciar um grupo de profissionais, tirando o todo pela parte.

Ao analisarmos o papel do coach, vemos que este indica o profissional que acompanha um indivíduo (coachee) de forma a auxiliá-lo em seu desenvolvimento, em determinada área escolhida.

Importante apontar que a coerência é a maior qualidade do coach. Um obeso, por exemplo, não passará coerência ou credibilidade ao atender como coach de emagrecimento. A experiência é outro fator que conta muito para este trabalho, daí a necessidade da vivência do coach com a área escolhida.

Diferentemente de momentos espetaculosos, com gritarias catárticas, o processo do coaching acontece de forma individual ou em pequenos grupos de forma harmônica, sem gritos, tapas na mesa, quebra de tábuas ou caminhada sobre brasas.

Por conta do que observei no mercado de coachs, por muito tempo relutei em seguir este caminho e formação por ver que, além de altos custos, eram baixas as questões acadêmicas e de estudos.

Alguns formadores seguiram uma formação com eles mesmos, desprezando o saber acadêmico e outros estudos, o que para mim, acadêmico e pesquisador, indica uma falta de seriedade na busca pelo desenvolvimento humano, por não levar em conta estudos e contribuições de grandes teóricos que nos precederam. Outros ainda, o fazem mas de forma rasa, citando palavras e ideias sem a verdadeira profundidade nos estudos.

Ser coach implica em constantes estudos, leituras em diversas áreas da psicologia, filosofia, pedagogia, antropologia, desenvolvimento humano, liderança entre tantos outros temas.

Com minha experiência de mais de 30 anos como educador, docente em cursos de graduação e pós-graduação, segui trabalhando no desenvolvimento de pessoas, equipes, líderes, entre outros temas, buscando o estudo e o aprimoramento constante.

No começo de 2020, tomei contato com a Profª Drª. Yeda Oswaldo e a Profª Ma. Elaine Dias (doutoranda) em curso com o tema “Felicidade e Flow” onde pude conhecer seu trabalho e como este se alicerça em bases científicas e de pesquisa. Nos bastidores, em conversas travadas com elas, percebi estar diante de pessoas que, assim como eu, buscavam um caminho de pesquisa para o desenvolvimento do coach.

A partir daí mergulhei em estudos na área de coach (Timothy Gallwey), psicologias (Martin Seligman, Viktor Frankl, Jung, Freud) e nos estudos de Flow (Mihaly Csikszentmihalyi) o que me apontou o caminho que buscava há anos para fazer convergir minhas experiência de vida e profissionais com o propósito de desenvolver pessoas, complementando aquilo que fazia em minhas aulas, palestras e cursos.

Ao iniciar o curso de Coach com a equipe Isi Infinity deparei ainda mais com o rigor da pesquisa, com indicações de estudos e além de outros caminhos para o aprofundamento.

Hoje, a partir dessa formação sólida, aliada com minha experiência de vida e profissional, posso dizer que sou um coach preparado para auxiliar àqueles que buscam meu trabalho, no sentido de desenvolvimento de suas competências, apontando caminhos de mudança impulsionando à reflexão para que o coachee possa mudar suas atitudes ou crenças. É a partir da interação coach e coachee que pontes podem ser construídas, ligando saberes, unindo experiências e propiciando progressos.

Ninguém muda ninguém. Cada um se transforma à medida em que se sente tocado para tal. Ninguém está pronto, está-se fazendo, dia a dia, experiência a experiência e o coach seria aquele que, caminhando ao lado, pode apontar horizontes que o outro ainda não viu, uma vez que insiste, muitas vezes, em caminhar olhando apenas para o chão.

“Tudo pode ser tirado de uma pessoa, exceto uma coisa: a liberdade de escolher sua atitude em qualquer circunstância da vida.”

Viktor Frankl

2 comentários em “Ser Coach

  • Caro professor Robson

    Meus parabéns por mais este bom texto. Você apresenta boa defesa ao ato de ser coach. O assunto coach sempre me interessou. Quando, pela primeira vez, passei a saber da existência de um profissional capaz de caminhar ao lado e apontar horizontes, para mim foi um divisor de águas. Eu sou um daqueles que caminha olhando para o chão, literalmente.
    Sucessos!
    Grande abraço.

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